Sorridere Odontologia

Aparelho para ronco em Porto Alegre

Aparelho para ronco feito sob medida, indicado depois do diagnóstico e ajustado em consultas.

Responsável técnico da clínicaDr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520
Atualização editorialoutubro de 2026
Leitura15 minutos
Homem dormindo de lado com a cabeça apoiada em um travesseiro.
Imagem ilustrativa; não representa diagnóstico ou resultado de tratamento.

O aparelho para ronco é uma placa dupla, feita sob medida, que leva a mandíbula um pouco para frente durante o sono. Assim a garganta fica mais aberta e os tecidos vibram menos. É indicado para ronco primário e para casos selecionados de apneia obstrutiva do sono, depois de avaliação. Na Sorridere, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre, quem faz é o Dr. Giovani Borille, CRO-RS 16831. O aparelho não substitui a investigação médica quando há suspeita de apneia, nem deve trocar o CPAP sem decisão do médico do sono.


(51) 3346-3277 · Rua 24 de Outubro, 1440, Auxiliadora


Aparelho para ronco em resumo

TemaEm resumo
O que éPlaca dupla sob medida, presa aos dentes de cima e de baixo, que leva a mandíbula para frente durante o sono
Para quemRonco primário e apneia obstrutiva leve a moderada; na apneia grave, quando o CPAP não é tolerado, por decisão conjunta com o médico do sono
Exame do sonoPolissonografia ou exame domiciliar, por encaminhamento, quando há suspeita de apneia
Registro dos dentesEscaneamento digital ou moldagem, conforme o caso
UsoTodas as noites, durante o sono
AdaptaçãoNos primeiros dias pode haver salivação e sensibilidade nos dentes ou na mandíbula ao acordar
AjusteO avanço é regulado aos poucos, em consultas, até o menor avanço que dá resultado
AcompanhamentoRevisões da mordida e da articulação; na apneia, novo exame do sono com o aparelho em uso
Quem fazDr. Giovani Borille, CRO-RS 16831
OndeRua 24 de Outubro, 1440, Auxiliadora, Porto Alegre

Roncar não é só barulho

Em muitos casos, o ronco indica que a passagem de ar está sofrendo algum grau de obstrução durante o sono.

Para algumas pessoas, isso se limita ao incômodo de quem dorme ao lado. Para outras, está associado a sono fragmentado, cansaço ao acordar, dor de cabeça matinal, dificuldade de concentração ao longo do dia e queda perceptível na qualidade de vida.

O volume do ronco não mostra em qual dos dois cenários a pessoa está; quem mostra é a investigação.

Sinais que merecem atenção:

  • alguém já relatou que você para de respirar dormindo;
  • você acorda cansado mesmo tendo dormido o suficiente;
  • sonolência durante o dia;
  • dor de cabeça ao acordar;
  • acordar engasgado ou com falta de ar;
  • pressão alta de difícil controle.

Nenhum desses sinais fecha diagnóstico, mas todos pedem investigação antes de pensar no aparelho. O diagnóstico de apneia é feito por polissonografia ou por exame domiciliar do sono; questionários ajudam a levantar a suspeita, mas não substituem o exame (Kapur e cols., 2017). E a apneia é comum: num estudo com polissonografia em 1.042 adultos da cidade de São Paulo, 32,8% tinham apneia obstrutiva do sono, com risco maior em homens, em pessoas com obesidade e com o avanço da idade (Tufik e cols., 2010).


Como o aparelho intraoral funciona

O princípio é simples, embora a indicação não deva ser simplificada: durante o sono, o dispositivo posiciona a mandíbula de forma controlada para favorecer a passagem de ar e reduzir a vibração dos tecidos moles da garganta.

Na prática, isso pode contribuir para diminuir o ronco e melhorar a estabilidade respiratória noturna em pacientes adequadamente avaliados.

Nem todo ronco é igual. Há casos em que uma abordagem odontológica bem indicada ajuda bastante. Em outros, é preciso investigar melhor o padrão respiratório, os hábitos, a anatomia das vias aéreas e a presença ou não de apneia do sono.

Por isso o tratamento começa pelo diagnóstico, e só depois se escolhe o aparelho.

Aparelho intraoral com duas peças transparentes unidas por hastes metálicas laterais.
Modelo ilustrativo de aparelho intraoral; o dispositivo e a indicação variam conforme a avaliação.

O que o aparelho sob medida oferece

  • Adaptação individual. Feito a partir da moldagem ou do registro dos seus arcos, ele acompanha a sua anatomia. Dispositivo genérico não faz isso, e um aparelho que não fica no lugar não produz o efeito pretendido.
  • Avanço mandibular regulável. O grau de posicionamento é ajustado progressivamente, ao longo de consultas, buscando resposta clínica com o menor avanço necessário. É esse ajuste fino que separa um aparelho eficaz de um desconfortável.
  • Portabilidade e simplicidade. Não depende de energia, tubulação ou máscara. Para viagens e para quem não se adapta a outras abordagens, isso pesa.
  • Reversibilidade. Não é um procedimento definitivo. Interrompeu o uso, a condição volta ao que era.
  • Acompanhamento incluído. A instalação não encerra o tratamento: ajustes, adaptação progressiva e revisão periódica fazem parte.

E o que ele exige em contrapartida: uso todas as noites, período de adaptação, e monitoramento da mordida e da articulação ao longo do tempo, porque o avanço mandibular continuado pode produzir alterações que precisam ser acompanhadas.


Aparelho sob medida, de farmácia ou CPAP: qual a diferença

Na farmácia e na internet há aparelhos e acessórios contra o ronco, e o CPAP é outra opção comum. Cada um age num ponto diferente:

OpçãoComo agePara quemLimite
Aparelho intraoral sob medidaAvança a mandíbula com ajuste fino, a partir do registro dos seus dentesRonco primário e apneia leve a moderada; apneia grave quando o CPAP não é toleradoPede uso diário, ajustes e revisões
Aparelho moldável de farmácia ou internetAvanço fixo, moldado em água quente em casaA diretriz prefere o aparelho sob medida e ajustávelSolta durante a noite com frequência e pode mascarar uma apneia
Dilatador, tira ou clipe nasalAbre a entrada do narizRonco ligado a obstrução nasal leveNão age na garganta e não é tratamento para apneia
Faixa de queixoMantém a boca fechadaQuem ronca de boca abertaNum estudo, sozinha não melhorou a apneia nem o ronco (Bhat e cols., 2014)
CPAPPressão de ar contínua, por máscara, mantém a via aérea abertaApneia moderada e grave; é o tratamento de referênciaMáscara e aparelho toda noite; parte dos pacientes não se adapta

Num estudo randomizado com 35 pacientes com apneia leve, o aparelho sob medida funcionou em 60% dos casos, contra 31% do moldável. Um terço dos pacientes não conseguiu usar o moldável, principalmente porque ele não ficava preso durante a noite, e 82% preferiram o sob medida (Vanderveken e cols., 2008). A diretriz das academias americanas de medicina do sono e de odontologia do sono sugere o aparelho sob medida e ajustável, feito por dentista qualificado (Ramar e cols., 2015).

Comparado ao CPAP, o aparelho reduz menos os eventos de apneia medidos no exame, mas costuma ser usado por mais horas por noite. Num estudo com 126 pacientes com apneia moderada a grave, os desfechos de saúde depois de um mês foram parecidos com os dois tratamentos (Phillips e cols., 2013). O aparelho não funciona para todos: cerca de um terço dos pacientes não tem benefício terapêutico (Sutherland e cols., 2014). Por isso, na apneia, o resultado é confirmado com novo exame do sono.


Como é a avaliação e a adaptação

1. Avaliação clínica. Análise da queixa, do padrão de ronco, da condição dentária, da articulação e do contexto geral do sono.

2. Investigação complementar, quando indicada. A polissonografia ou o exame domiciliar do sono, feitos por encaminhamento, mostram se há apneia e qual o grau. Isso ajuda a definir se o aparelho intraoral é a melhor escolha.

3. Registro dos dentes por escaneamento digital ou moldagem, conforme o caso, para a confecção personalizada.

4. Instalação e adaptação progressiva. O avanço é ajustado ao longo de consultas, não de uma vez.

5. Acompanhamento periódico. Resposta clínica, conforto, mordida e articulação, em conjunto com as revisões de clínica geral. Na apneia, o médico do sono pede um novo exame com o aparelho em uso, para confirmar o resultado (Ramar e cols., 2015).

O objetivo é uma resposta clínica consistente, com conforto e segurança, e não só a entrega do aparelho.


Ronco, apneia e bruxismo

Vale saber que os três se encontram com frequência.

Bruxismo do sono e distúrbios respiratórios podem coexistir, mas isso não prova que um cause o outro em cada pessoa. Ronco, pausas respiratórias percebidas e sonolência precisam de investigação específica. Veja bruxismo, ronco e apneia.

Quem ronca e range os dentes deve relatar os dois sintomas. A placa comum de proteção não substitui tratamento da apneia; finalidade, desenho e resposta individual precisam ser considerados na escolha do dispositivo.

Se você também percebe ranger, informe isso na consulta. O guia de placa de bruxismo, aparelho para ronco e protetor esportivo compara dispositivos usados no sono e no esporte, com finalidades diferentes.


Quando o aparelho intraoral não é a resposta

  • apneia obstrutiva grave, em que a indicação primária costuma ser outra;
  • apneia central, que não vem de obstrução da garganta e não responde ao avanço da mandíbula;
  • quem já usa CPAP com boa resposta, e quer trocar sem avaliação;
  • condição dentária insuficiente para segurar o dispositivo: poucos dentes, doença periodontal ativa (que precisa ser tratada antes, na saúde gengival) ou dentes com mobilidade;
  • disfunção temporomandibular importante não controlada;
  • suspeita de apneia sem investigação: nesse caso, investigar vem antes.

Nessas situações, a conduta responsável é dizer isso, e não adaptar um aparelho.


Quanto custa o aparelho para ronco em Porto Alegre

Como referência de mercado, para fins educativos: em outubro de 2026, os perfis da Doctoralia que publicam valor para aparelho intraoral de ronco e apneia em Porto Alegre anunciam valores iniciais de R$ 1.200 a R$ 2.000. Os aparelhos moldáveis vendidos em farmácia e na internet custam, em geral, de R$ 20 a R$ 200, e os dilatadores e clipes nasais, a partir de cerca de R$ 10. Essa faixa não é a tabela da Sorridere: o valor do seu caso sai da avaliação presencial.

O que mais muda o valor:

  • o tipo de aparelho e o mecanismo de ajuste do avanço;
  • quantas consultas de ajuste e de revisão estão incluídas;
  • a necessidade de tratar antes dentes, gengiva ou próteses;
  • a forma de registro dos dentes e o laboratório que confecciona o aparelho.

A polissonografia é um exame médico, pedido à parte e feito fora da clínica, por isso não entra nesse valor. Ao comparar orçamentos, vale perguntar se os ajustes e as revisões estão incluídos, porque o resultado depende deles.


Quem faz o aparelho para ronco na Sorridere

O aparelho para ronco na Sorridere é feito pelo Dr. Giovani Borille, CRO-RS 16831, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pela São Leopoldo Mandic e ortodontista da clínica. Ele faz a avaliação, o registro dos dentes, a instalação, os ajustes e as revisões, e trabalha junto com o médico do sono quando há suspeita ou diagnóstico de apneia.


Agende sua avaliação em Porto Alegre

A avaliação analisa seu padrão de ronco, a condição dentária e articular e o contexto do seu sono, e define se o aparelho intraoral é indicado ou se o caso pede investigação antes. Se você procura dentista em Porto Alegre, a Sorridere atende na Rua 24 de Outubro, 1440, bairro Auxiliadora, de segunda a sexta, das 9h às 19h. O prédio tem estacionamento pago (Lyon Park), com entradas pela Av. Nova York, 14 e pela Av. Mariland, 777; quem vem de carro de aplicativo desembarca na portaria da Rua 24 de Outubro.

Telefone e WhatsApp: (51) 3346-3277


Perguntas frequentes

Qual o melhor aparelho para parar de roncar?

Depende da causa e de haver ou não apneia. A diretriz americana apoia o aparelho intraoral sob medida no ronco primário e, na apneia, para quem não tolera o CPAP ou prefere outra opção (Ramar e cols., 2015). O CPAP reduz mais os eventos de apneia medidos no exame (Phillips e cols., 2013), e a escolha entre os dois é feita junto com o médico do sono.

Aparelho para ronco de farmácia funciona?

Os moldáveis vendidos em farmácia e na internet têm avanço fixo e encaixe pior. Num estudo randomizado, funcionaram em 31% dos pacientes, contra 60% do aparelho sob medida, e um terço não conseguiu usá-los porque soltavam durante a noite (Vanderveken e cols., 2008).

Clipe nasal magnético resolve o ronco?

Dilatadores e clipes nasais só abrem a entrada do nariz. Podem aliviar o ronco que vem de obstrução nasal leve, mas não agem na garganta, onde o ronco costuma nascer, e não são tratamento para apneia.

Quanto custa o aparelho para ronco em Porto Alegre?

Como referência de mercado, para fins educativos, os valores iniciais anunciados em Porto Alegre vão de R$ 1.200 a R$ 2.000 (outubro de 2026). Não é a tabela da Sorridere: o valor do seu caso sai da avaliação presencial.

O ronco tem cura?

Depende da causa. Perder peso, tratar o nariz e evitar álcool e sedativos à noite reduzem o ronco em parte das pessoas. O aparelho controla o ronco enquanto está em uso; quando o uso para, o quadro tende a voltar.

Preciso fazer polissonografia antes do aparelho?

O exame mostra se é ronco primário ou apneia, e qual o grau. Quando há sinais de apneia, como pausas na respiração, engasgos ou sonolência durante o dia, ele vem antes do aparelho, por encaminhamento. Para quem só ronca, a necessidade do exame é definida na avaliação.

O aparelho intraoral serve para qualquer pessoa que ronca?

Não. O ronco tem causas e intensidades diferentes. Alguns pacientes se beneficiam bastante; outros precisam de investigação complementar antes de definir a conduta.

Tratamento do ronco e tratamento da apneia são a mesma coisa?

Não exatamente. O ronco pode existir isoladamente, enquanto a apneia obstrutiva envolve pausas respiratórias durante o sono. Em casos selecionados de apneia leve a moderada, o aparelho intraoral pode fazer parte do tratamento.

Aparelho anti-ronco comprado pela internet resolve?

Dispositivos genéricos não substituem avaliação clínica. Sem ajuste individual, conforto, eficácia e segurança tendem a ser inferiores, e há o risco de usar um aparelho que mascara o ronco em quem tem apneia não diagnosticada.

O aparelho incomoda para dormir?

Nos primeiros dias pode haver fase de adaptação, como em qualquer dispositivo de uso noturno. Confeccionado sob medida e ajustado progressivamente, a tendência é de adaptação mais confortável.

Quem usa CPAP pode trocar sozinho por aparelho intraoral?

Não. A decisão exige avaliação adequada. Em alguns casos o aparelho intraoral é alternativa viável; em outros, não deve substituir a terapêutica já indicada sem critério técnico.

O tratamento elimina totalmente o ronco?

Depende do diagnóstico e da resposta individual. Em muitos casos há redução importante. O objetivo é melhorar o padrão respiratório noturno dentro do que é realista para aquele paciente, sem prometer silêncio.

O aparelho muda minha mordida com o tempo?

Pode mudar. Usado por anos, o avanço da mandíbula altera a posição dos dentes e a mordida: num acompanhamento de 77 pacientes por cerca de 11 anos, a sobremordida diminuiu em média 2,3 mm e a sobressaliência 1,9 mm, de forma progressiva (Pliska e cols., 2014). Quando essas alterações são relevantes, são conduzidas com aparelho ortodôntico. Isso é acompanhado nas revisões e entra na conversa antes de começar, e é um dos motivos pelos quais o acompanhamento periódico não é opcional.

Quanto tempo o aparelho leva para fazer efeito?

O efeito no ronco aparece à medida que o avanço é ajustado, consulta a consulta. Na apneia, quem confirma o resultado é o novo exame do sono, feito com o aparelho em uso.

A placa de bruxismo serve para ronco?

Não. A placa de bruxismo protege os dentes e não leva a mandíbula para frente, por isso não trata ronco nem apneia. Quem ronca e range os dentes deve contar os dois sintomas na avaliação.

Quem usa prótese ou tem poucos dentes pode usar o aparelho?

Depende de quantos dentes firmes há para segurar o aparelho e da saúde da gengiva. Com prótese removível ou poucos dentes, a viabilidade é avaliada caso a caso.

A Sorridere atende convênio para o aparelho?

Não. O atendimento na Sorridere é particular. A polissonografia é um exame médico, feito fora da clínica, e a cobertura dela depende do seu plano de saúde.


As informações desta página têm caráter educativo e não substituem consulta presencial, diagnóstico individualizado ou planejamento clínico específico. A apneia obstrutiva do sono é condição médica cujo diagnóstico exige avaliação apropriada; a odontologia atua de forma integrada, não substitutiva.

Conteúdo educativo: diagnóstico e indicação dependem de avaliação individual. Responsável técnico da clínica: Dr. Marcelo Barboza Borille, CRO-RS 14520. Sorridere, CRO-RS EPAO 2231. Atualização editorial: 6 de outubro de 2026.


Avaliação clínica

Agende sua avaliação

A avaliação define o que o seu caso pede, com exame clínico e imagem quando indicado. Sem isso, qualquer plano é palpite.

Rua 24 de Outubro, 1440 · Bairro Auxiliadora · Porto Alegre
Segunda a sexta, das 9h às 19h · (51) 3346-3277